Gradiente Model A-1 DC Power amplifier a obra de arte da engenharia de áudio Brasileira!
Dedicado ao amplificador que foi sonho de consumo de várias gerações.
Gradiente Model A-1 linha System One melhorando ainda mais a característica HI-FI
A Gradiente com o System One fascinou diversas gerações inclusive a que pertenço, creio que a linha foi produzida mais ou menos entre 1978 a 1983 possivelmente o power tenha ficado pronto antes da do resto da linha completa, é possível encontrar alguns exemplares com componentes como capacitores, placas e transformador de época muito antigos compatíveis com os encontrados em outros aparelhos como o M-360 que eram produzido por vota de 1976/1977 o que deixa muitas duvidas sobre a idade real dos primeiros A-1.
Somente em 2017 depois de ter o prazer de ter conhecido e de testar diversos dos melhores vintage Japoneses dos anos 70s isso graças a vários amigos que deixo aqui meu agradecimento, acabei por adquirindo um Gradiente A-1 com fabricação estimada no ano de 1979, me despertou algumas duvidas, mas uma duvida que não tenho é que este foi o melhor projeto HI-FI já produzido no Brasil conta com uma construção sólida, com generosos blocos de 3kg em cada um dos lados, configuração de fonte dual mono totalmente independente, primoroso sistema de proteção dc, térmica, sobrecarga e limitadora de potencia.
Vou citar alguns dados técnicos que julgo importantes encontrados no manual:
*Resposta de Frequência (pot. máx.): DC - 80Khz (-1dB / 0,05% THD)
*200w RMS de potencia @ 8 ohms
*350w RMS de potencia @ 4 ohms (75% a mais do que em 8 ohms ótimo índice provando o seu super dimensionamento)
*58W de potência máxima controlada por cada um dos 6 transistor de saída(350w/6 transistores @ 4 ohms/transistor, valor adequado levando em conta o tamanho dos dissipadores.
*3 Pares de Transistores de saída por canal
*Transistores drivers super dimensionados formato TO-3 iguais aos de saída.
*12mhz de frequência Ft dos transistores de saída originais
*40,000uf de filtragem original na fonte
*80v/us de Slew rate (mais rápido já conseguido no Brasil até hoje)
*Amplificador Pure DC que não causa distorção de fase nas frequências de graves e sub graves este foi o único amplificador de produção industrial até hoje feito no Brasil reproduz de a partir de 0hz (zero hertz) sem deslocamento de fase (sem adiantar a saída em relação a entrada).
A algum tempo já havia percebido que haviam cerca de três ou mais versões do aparelho:
Geração ou regime de protótipo? ~ 1976 a 1978 Transformador Willkason com todas placas marrom escuro e placa de proteção com dois relés acionada somente por transistores, conector para expansão do banco capacitivo ficava acima dos conectores de saída, conector seletor de tensão na parte inferior.
Acima transformador núcleo EI fabricados pela Willkason APC-80, provavelmente utilizados somente nos primeiros protótipos pesavam 5kg,
Acima imagem de duas placas de proteção que vieram a se chamar de PCI-165 mostrando que houve produção desse modelo bastante rudimentar possivelmente utilizadas somente nos protótipos Obs: a placa de baixo foi reformada.
Talvez esses A-1 tenham sido usados para demonstração ou até presenteados para influenciadores, ou feitos sob encomenda e vendidos antes da linha System One estar totalmente pronta.
1ª geração final de 1978 primeiras unidades a venda junto com System One que havia acabado de se concretizar. Contava todas placas na cor marrom escura placa de proteção com dois relés em o acionada por CI, com os transformadores com núcleo "CC" fabricado pela indústria de transformadores Audium. Nos anos 80s a Audium a passou a se chamar Camag Transformadores.
Acima o que chamo de 1ª geração com transformadores fabricados pela Audium pesando 3,7kg que passaram a equipar o A-1 substituindo os Willkason
Acima placa amplificadora ainda na cor marrom escura com capacitores eletrolíticos nacionais compatíveis com os que eram encontrados em aparelhos fabricados por volta de 76/1977 .
Acima evolução da placa de proteção PCI-165 já acionada por CI mas ainda na cor marrom escuro.
Acima detalhe do conector de fonte a cima dos conectores de saída e a chave seletora de tensão ao lado dos conectores de saída..
2ª geração ~ 1979/80: com placa de fonte placas de power e placa de proteção na cor beje, proteção com dois relés de 12v ligados em série também usava transformadores "CC" pesando 3,7kg cada da Audium com o conector de saída de fonte DC ao lado dos conectores de saída.
Acima o que chamo de 2ª geração transformadores “Audium”, placa beje e proteção com dois relés, painel traseiro com conector de expansão ao lado do conector de saída.
Acima detalhe da placa de proteção PCI-165/1 com dois relés já na cor beje.
Acima a placa de power na cor beje com alguns capacitores importados Elna.
Acima detalhe do painel traseiro com conector do banco capacitivo ao lado o conector de saída de áudio que equipa o que chamo da segunda e terceira gerações.
3ª geração ~ 1980/83: Contava com todas as placas na cor beje e um único relé duplo de 24v na placa de proteção com o com transformador núcleo EI pesando 5kg fabricados pela Indústria de transformadores NEODIFER
Acima ultimo modelo de placa de proteção PCI-165/2 com apenas um relé duplo de 24v.
Acima placa de potencia do que chamo terceira geração com praticamente todos capacitores eletrolíticos da marca Elna
Acima o que chamo de 3ª geração aparelho de 1982 placas de proteção com um relé, transformadores EI fabricados pela Neodifer muito parecidos com os transformadores da Willkason.
Fiz uma síntese das variações mais evidentes, mas houveram muitos períodos de transição onde as características do que chamei de protótipo se misturam com o que chamei de 1ª geração, também há um período de transição que as características do que chamei de 1ª geração se misturam com o que chamei de 2ª geração e um período de transição onde as características do que chamei de 2ª geração se misturam com o que chamei de 3ª geração, continuo sempre pesquisando para tentar reescrever esta história que está se apagando aos poucos com o tempo.
O Amplificador Professional Reference A-1 como nome já indica ele é HI-FI, HI-END da época, poucos poderiam ter, projetado para uso em estúdios e para uso domestico foi tão impressionante e também por não haver outras opções no mercado ele foi amplamente usado como amplificador de P.A. (Public Address) então neste uso instalado em mas condições de ventilação em nichos apertados, operação com cargas abaixo de 4 ohms certamente muitas unidades passaram a apresentar problemas por aquecimento.
Nestas duas unidade que possuo não havia correte de bias nos transistores de saída somente havia bias no transistor driver o que é uma configuração interessante para amplificadores para P.A. e para hi-fi talvez não seja o mais adequado, já que nessa condição somada com a condição de baixos volumes quem faz o drive das caixas acústicas nesse caso fica a cargo dos transistores driver, sem que os transistores de saída atuem, a condição das caixas ainda acontece via resistores de emissores com impedância elevada em relação as caixa, isso poderia causar algum pequeno desvio de amortecimento ou de efeito crossover mas o circuito de negative feedback faz o trabalho e corrige muito bem isso até um certo ponto. Esta característica de não ter corrente de bias nos transistores de saída é característica rara em amplificadores para hi-fi.
As principais características de um amplificador para uso HI-FI:
01-Resposta de frequência pode chegar a acima de 50khz podendo chegar a 500khz lembrando que há tweeters de fita que respondem facilmente até 80khz@-3db e há fontes modernas de áudio com alta resolução com conteúdo chegando aos 44khz de conteúdo ou lps modernos de 180 gramas com capsular moving coil que tem conteúdo maior que 20khz, sei vão comentar "mas o humano não escuta além dos 20khz" claro que não! Mas essas frequências acima se somam e se subtraem com as frequências que escutamos e assim com a resultante disso consegue-se uma naturalidade muito maior. Quando por exemplo escutamos de perto uma orquestra sem amplificação todas as frequências fundamentais e harmonias estão lá, a experiência é fantástica, mas se gravarmos um cd nesta ocasião com todos cuidados e escutarmos em casa não será a mesma experiência porque os as frequências acima de 21khz serão totalmente descartados na gravação do cd, logo só teremos harmônicos da fundamental de no máximo 10khz, assim excluindo para sempre todos os harmônicos de todas as fundamentais de 10khz a 20khz e por consequência perdendo grande parcela da naturalidade daquela reprodução presencial original.
02-Slew rate acima de 40v/ms podendo chegar a 260v/ms em alguns modelos lendários japoneses isso para garantir agudos sem nenhum atraso na faixa dos 20khz e com atraso de fase desprezível até perto 100khz.
03-Distorção harmonia abaixo de 0,1% o que indica o quanto o sinal de saída ficou diferente do sinal que veio da fonte de sinal de áudio.
04- Uso de transformadores silenciosos que não transmitem ruído mecânico de 60hz ao chassis do aparelho.
05- Classe de operação ideal é a classe "A", preferencial é a Classe "AB" quanto maior for a porcentagem de classe "A" menor será a distorção harmônica causada por chaveamento entre os transistores.
Um amplificador construído para P.A. tem que ser confiável para trabalhar em condições severas por isso várias medidas são tomadas para se ter segurança em detrimento de fidelidade.
Agora citando as características básicas de um amplificador para P.A são:
01-Resposta de frequência limitada a 20khz para estabilidade essa redução garante que o equipamento não vai sofrer interferências de rádios PX, AM, FM etc, essa banda passante estreitada não faz diferença pois os super tweeter e driver de titânio não passam de 16khz@-3db.
02-Baixo slew rate na casa dos 10v/ms para não sofrer com oscilações, a limitação de banda passante também limita o slew rate por consequência.
03-Distorção harmônica pode ser acima 0,5% pelo numero
reduzido de etapas qualificadoras de amplificação, em caixa de "PA" não há muito preocupação com distorção harmônica, geralmente não são forradas é comum produzirem muita distorção harmônica, logo a distorção do amplificador é irrelevante.
04-Uso de ventilação forçada ruidosa para estabilidade térmica o ruído dos coolers não irá incomodar o publico que geralmente está sofrendo 120db de som lá na frente das caixas acústicas.
05-Classe de operação "B" não é preciso porcentagem de classe "A" porque a distorção não será percebida pelo publico pois ela é perceptível somente com baixas potencias. Classe "B" é a classe LO-END ou seja mais baixo nível
05-Pode ser de classe operação tipo digital, pwm etc esses só servem mesmo para P.A pelas distorções apresentadas.
Nosso caso aqui é bem simples o Model A-1 só precisa uma elevação da corrente para os próprios transistores de saída se polarizem e fação o a condução das caixas acústicas em volume baixo assim o circuito de negative feedback precisa "se preocupar" com correção de distorção por crossover e nem acertar o amortecimento enquanto a condução está sendo feita pelos transistores drivers em vez dos de saida.
A corrente de bias que promove classe "A" é a corrente que circula entre os transistores de saída positivos (os que empurram o falante para fora) contra os transistores de saída negativos (os que puxam o falante para dentro) e essa faixa de classe A vai de alguns mili amperes a alguns amperes onde a corrente que circula entre os transistores é maior que a corrente que a caixa acústica desvia para si própria neste intervalo pode se dizer que o amplificador está funcionado em classe "A" pura. Quando usamos um volume que proporciona picos de correntes de áudio abaixo do valor dessa corrente de bias as caixas acústica trabalham desviando menos corrente do que a corrente que circula entre os transistores de saída, ou seja os transistores de saída nunca despolarizam, estamos em classe "A" se elevarmos o volume que promova picos de corrente de áudio maior que que a corrente de bias o amplificador passará para classe "B" onde um dos trilhos de transistores de saída positivo ou negativo vai estar polarizado inversamente.
Em uma audição de auto nível o ideal seria que todo áudio esteja dentro da janela de corrente de classe "A", mas isso é praticamente impossível e o que se consegue na pratica pelo volume adequado a uma sala de audiofilia é trabalhar com grande parte de detalhamento sendo executada em classe "A" e os picos de graves sendo executados em classe "B" isso não é nada mau, mesmo sabendo que tudo deveria estar em classe "A" e esse é o cenário de cerca de 99% das salas de audição do planeta não fique neurótico com isso classe "AB" é ótimo tenha em mente que o pior cenário é tudo saindo em classe "B" o que gera distorções a níveis baixos de volume.
O Gradiente model A-1 conforme esquema usa 50ma de corrente de bias somente nos transistores driver os dois bem de cima e não nos transistores de saída os transistores que ficam a baixo estes dois transistores drivers um de certa forma estão ligados a caixa acústica mas é através de um resistor de 10 ohms o que faz o drive da caixa acústica mas de forma precária porque esse resistor vai mudar o fator de amortecimento nos baixos volumes antes dos transistores de saída entrarem em ação e assumir o trabalho isso não é um problema nem deixa o som ruim, até um diamante pode ser polido pode ficar mais bem polido, minha proposta é subir corrente de bias até que os transistores de saída ganhem corrente de bias entrem em funcionamento permanente e assumam o trabalho com a caixa durante todo o tempo.
Há um consenso que precisa de 20 a 30 mili ampere(0,02 a 0,03 ampere) para uma polarização mínima para cada par de transistores e como mencionei acima o A1 usa três pares de transistores na saída logo teremos que ter um total de no mínimo 60 a 90ma de corrente circulando. Bom mas como conseguir impor essa corrente nos transistores de saída?
O Gradiente A1 tem um trimpot o R307 muita gente acha que ele é o ajuste de bias mas estão enganados ele é só o ajuste de tensão de OFF-SET ou seja o 0V na saída, não tem nenhuma relação com corrente de bias. O Gradiente A1 não tem trimpot de ajuste de bias... O R327 é o ajuste de bias mas foi colocado um resistor fixo que vinha de fabrica com 220R ou 270R e no esquema que existe na internet consta 330R escrito a lápis mas todos eles mantém o aparelho funcionando em classe "B" o resistor de 330R proposto no esquema é o que proporcionaria a menor corrente de bias. Ficar trocando esse resistor não é muito preciso nem pratico logo a solução é colocar um trimpot já que todo bom amplificador de nível da mesma época vinha com trimpot de ajuste. Um trimpot de 470R com o terminal do meio unido com um dos terminais laterais no lugar do R327 para poder fazer o ajuste será a nossa arma contra as distorções da classe "B".
Detalhe da união dos terminais do trimpot para ser instalado.
Na placa há dois terminais em pé onde fica o R327 que dá para usar como suporte para soldagem do trimpot.
Bem a acima visão do R307 AJUSTE DE TENSÃO de OFF-SET de saída mais conhecida como "0V" bem a frente ao meio instalei um trimpot de 100k pode ser de 47k também com dois terminais unidos o do meio com o de um dos lados no lugar do "RF" que no meu caso era 31k que seria um ajuste grosso de off-set e bem em baixo R327 AJUSTE de corrente de BIAS ou corrente de "REPOUSO" ou corrente de "QUIESCENTE" percebo que muitas pessoas confundem esses dois importantíssimos ajustes mas tem funções são totalmente diferentes.
Observação quanto ao ajuste de Off-set:
Muitos não conseguem chegar a 0V na saída somente ajustando o R307, para conseguir ajuste tem que remover o "RF" e instalar um trimpot de 47k ou 100k no local, assim deixa-se o trimpot R327 no meio do curso e ajusta-se o "RF" até chegar próximo de 0v, depois faz o ajuste fino no R327 que atua em uma faixa de +2V a -2V. O ajuste de off-set tem que ser feito depois de pelo menos uma hora com a unidade ligada.
Mas continuemos... E agora onde medir a corrente? Para medir corrente diretamente precisaria ser com amperímetro e em série ou com o circuito onde circula a corrente então teria que ser na fonte por exemplo removendo um dos fusíveis ou abrindo o circuito de saída dos transistores o que é arriscado então vamos usar a lei de ohm para facilitar as coisas e não precisar do amperímetro. Em vez de medir corrente vamos medir tensão e converter o valor para corrente. Já sabemos que a corrente de saída passa pelos três pares de resistores de 0,33R cada par de resistor forma uma soma de 0,66R pois estão em série, se medirmos a tensão nos extremos ou seja nos emissores dos transistores de saída positivo e negativo saberemos a queda de tensão nessa resistência formada de 0,66R aplicando na formula R X I=V logo 0.66R x 30ma=20mv
assim descobrimos que quando medirmos 20mv sob os resistores de 0,66R teremos uma corrente de 30ma lembre-se que são três pares de transistores que resultará em uma corrente total de 90ma.
Para os leigos que pretendem adquirir alguma lucidez em eletrônica sugiro o estudo sobre lei de ohm isso irá esclarecer muita coisa... https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Ohm
Imagem mostrando os três pares de resistores de 0,33R onde será tomada a medição da tensão. Originalmente os resistores são verdes mas sempre substituo por estes modelo anti chamas.
Como os ganhos dos transistores de saída não são exatamente iguais a tensão em cada um dos três ramos de resistores será levemente diferente para realmente conseguir medir a tensão exata eu acabo usando um macete que é unir esses três resistores de 22R de cada lado ligados aos três emissores de cada lado deles vai resultar a media da tensão, fazendo assim uma mixagem com as três diferentes tensões de cada um dos transistor de cada lado essa é a forma mais precisa de medir a corrente de bias de qualquer amplificador classe "A" ou "AB" que use mais de um par de transistores por saída.
Ligando dois fios neles possibilita que possamos colocar uma sonda para facilitar a medição pelo lado de cima do aparelho, sem precisar tirar a tampa de baixo.
Usei um simples pedaço ponte de terminais para tomada de tensão.
Visão geral mostrando as duas sondas para medição.
Com alguns pequenos furinhos com broca de 1mm na placa é possível mudar o tipo de instalação dos capacitores que ficam na frente dos trimpots de horizontal para vertical assim facilitando em muito o ajuste das tensões e correntes pelo lado de cima do dissipador, sem precisar remover os dissipadores externos.
Uma outra vantagem de fazer uma sonda para medição através dos resistores de 22R é que o se por acaso ocorrer um curto acidental na hora da medição com as ponteiras do multímetro ou entre os dois terminais ou entre a carcaça não haverá dano ao circuito os resistores de 22R absorverão sem problemas esses mili volts.
Vejam que eu indico de 90ma (ajuste de 20mv na sonda) a 100ma (ajuste de 22mv na sonda) de corrente total.
Usei por 20 dias o aparelho em 30mv na sonda calculando a corrente de bias temos: 30mv / 0.66R=45ma x 3 pares de transistores =135ma com essa corrente os dissipadores ficam perto dos 35 graus com uma temperatura ambiente de 20 graus sem áudio, potencia perdida em calor=130vdc x 135ma=17,5watts de calor.
Calculo: 135ma x 8ohms=1,08w watts de classe a.
Uma corrente de 135ma proporciona (135ma x 8 ohms)= 1, 08 watt de classe "A" em 8 ohms ou 135ma x 4 ohms = 0,54 watts de potencia de class "A" em 4 ohms.
Na escala do V.U a potencia de 1,08w de classe "A" equivale a três leds no modo 0db, ou seja se você está escutando o áudio e só está acendendo até o terceiro led você saberá que aquele áudio está dentro da região de classe "A" pura a partir do quarto led esse pico de áudio se torna classe "B". O A-1 com um nível de áudio que acione três leds do vu já é bastante intensidade de áudio.
Após esses 20 dias e sabendo que o aparelho é um "Tanque de guerra" com dissipadores e fonte super dimensionados estou usando agora 44mv na sonda que resulta em 200ma de corrente de bias essa corrente de bias é digna de uso audiófilo. Cada canal perde 26 watts em calor e proporciona 1,6w de classe "A" em 8 ohms e 0,8w "A" em 4 ohms.
Na escala do V.U de leds uma potência de 1,6 W de classe "A" em 8 ohms equivale aos 4 primeiros leds no modo 0dB do "VU". Tudo que visualizar no VU entre o primeiro e o quarto Led está em classe "A" pura a partir de picos de áudio que liguem o quinto Led a corrente que circula no na caixa acústica é maior do que a corrente de bias então um lado dos transistores fica despolarizado mudando para classe "B".
Um nível áudio que faça acender o quarto Led do A1 é suficiente para uma excelente audição de nível audiófila gerando uns 90db de áudio dependendo da caixa e trabalhando completamente dentro da janela de corrente classe "A", sem precisar chegar a classe "B".
Calculo 200ma x 8 ohms=1,6w.
Medindo a resistência R327 nos dois trimpots um de cada canal verifico que um canal fica com 50 ohms e outro 70 ohms para obter os 200ma de bias em cada canal, bem diferente do resistor fixo de 270 ou 330 ohms que vem instalado.
ATENÇÃO!!!
A implementação exige um nível técnico elevado.
O procedimento é extremamente arriscado, não faça se não tem experiência suficiente, peça ajuda a quem tenha.
Não faça se você usa o aparelho como P.A ainda, não precisa.
Se for fazer faça por sua conta e risco isso é para que realmente querem ter um HI-FI não se importa com os riscos corridos.
CUIDADOS NECESSÁRIOS:
01-Só faça o procedimento em aparelhos totalmente restaurados, tem que trocar absolutamente todos eletrolíticos, geralmente tem que trocar as placas da fonte e amplificadoras ficam degradadas
Hoje em dia são fabricadas hoje em dia em fibra de vidro por entusiastas com qualidade muito superior do que as originais.
02-Tenha certeza que os transistores de saída são genuínos e não falsificações baratas chinesas. A ON é a única que fabrica transistores TO-3 atualmente a Motorola parou nos anos 90, então tudo que tiver selo da Motorola e tiver aparecia de novo é falso.
Na China os transistores da ON são largamente falsificados para descobrir se é verdadeiro tem que cerrar o transistor e medir o cristal ele tem 5x5mm, se for menor é um 2n3055 disfarçado de mj15003 e assim danificará com facilidade, desconfie de qualquer fornecedor eles não sabem diferenciar, encontre um lote verdadeiro e compre vários certificando que a aparência é idêntica. Há vários site mostrando componentes "FAKE" pesquise aprenda a comprar transistores.
03-Verifique todas as tensões das fontes para ver se estão corretas.
04-Construa uma lâmpada série de uns 300w para ligar com o aparelho assim se por acaso você girar o trimpot rápido demais corrente nos transistores sobe bruscamente e a lâmpada ascende e desvia a tensão de alimentação que o aparelho receberia.
05-O ajuste deve ser feito como aparelho na posição de uso, com a tampa inferior em sala em torno de 24 graus, sem janelas abertas, sem caixas acústicas ligadas.
06- Certifique-se de que o trimpot é novo e de boa qualidade e está bem soldado, quando você chegar a 0 ohms nele a corrente tenderá a máxima corrente da fonte, com muita sorte os fusíveis de 5A da fonte irão abrir ou com menos sorte os transistores de saída irão entrar em curto.
07-Certifique-se de que o trimpot está com curso MÁXIMO MEDINDO 470R antes de instalar, pois conforme essa resistência for diminuindo com o fechando do curso do trimpot a corrente de bias irá aumentando.
08-Deixe a chave seletora de tensão do aparelho o mais próximo da tensão da sua rede por exemplo a tensão da rede em media é 120v é melhor deixar a chave em 117v do que em 127v.
09-Cheque se o transistor T306 compensador de bias e o sensor NTC301 estão bem encostados nos dissipadores e com pasta termina. O transistor T306 é responsável por evitar que o aparelho entre em corrida térmica e o NTC301 é o responsável pelo acionamento do "Overload" quando o aparelho está muito quente desligando os relés de saída.
10-Conecte o multímetro na escala de 200mv contínuos com garras "jacaré" na sonda e ajuste para 10mv e deixe o aparelho por uma hora checando de 15 em 15 minutos por segurança, a tensão irá subir até próximo aos 20mv conforme o aparelho vai se estabilizando térmicamente.
11-Depois disso rapidamente retire o aparelho da tomada com a lâmpada série de 300w e ligue na tomada direta, o aparelho irá receber um pouco mais de tensão da rede e a medição da tensão de bias irá aumentar chegando e até passando um pouco dos 20mv, faça o micro ajuste desta vez com muito cuidado pois não terá a proteção da lâmpada série tenha muito cuidado e não gire bruscamente.
12-Faça um canal por vez para garantir um pouco de segurança.
13- Sugiro fortemente a troca de todos os parafusos de todos transistores de saída e pré drivers por parafusos modernos e que que as porcas que levam alimentação aos transistores de saída sejam soldadas a placa pois elas oxidam, afrouxam e causam mau contato fazendo muitas vezes com que um ou mais dos transistores de saída não recebam alimentação e assim sobrecarregando os outros que ainda estão conectados e causando problemas de off-set.
13-Não se afobe, não deixe que nada lhe tire a atenção na hora dos ajustes.
14-Nenhum aparelho moderno ou antigo deve ser coberto com panos ou colocados em nichos pequenos durante o uso, com o A-1 não é diferente e depois do ajuste da corrente de bias isso é um pouco mais critico.
15- Leitura de unidades: "mv" leiam mili volt e "ma" leiam mili ampere não confunda as grandezas e unidades, preste atenção nelas os mili volts aqui serão medidos e os ma são calculados, você não vai usar o amperímetro nesses procedimentos.
Considerações sobre o ajuste:
Se ajustar sem tampa ao por a tampa ele irá aumentar um pouco.
Se mudar o tamanho dos pés do aparelho ele irá variar para mais ou menos conforme o tamanho dos pés. Se forem pés baixos prejudicam a circulação de ar e pés altos facilitam.
Se houver ventilação na sala ele irá variar para menos.
Se a tensão da rede elétrica subir ou baixar ele irá variar junto.
Se a temperatura ambiente baixar o aumentar o ajuste vai variar junto.
Este ajuste não é critico e por si só vai variar não fique neurótico com os números isso é assim mesmo, cada dia que você medir ele vai estar um pouco diferente conforme condições descritas acima o importante é não ficar em ZERO (0ma), se ficar com uma tensão que proporcione 30,50,70,80, 90,110 mili ampere já está ótimo.
Para comprovar a corrente basta toca nos dissipadores eles não podem ficar frios com equipamento ligado sem áudio.
Depois de tudo isso desejo boa sorte acho que está você está pronto para fazer!!!
Vou ir atualizando este post conforme me ocorrerem informações novas.
A quem teve coragem de fazer tudo isso para ter o melhor áudio possível para baixos sinais, também sugiro que faça outros upgrades simples que podem ser feitos no A-1, basicamente adicionando capacitores de poliéster em paralelo com os capacitores maiores do aparelho elevando as características de ESR do banco capacitivo para altas frequências transformando capacitores comuns em capacitores para áudio com custo mínimo.
Mudar o capacitor da placa de proteção para 1000uf o que vai melhorar a estabilidade da tensão na placa de proteção impedindo que ela desligue os relés indevidamente.
Também é importante que seja instalado um fusível de entrada para cada transformador porque se as uma das ponte retificadoras entrar em curto o fusível de entrada de rede vai causar uma sobrecarga imensa em um dos transformadores que possivelmente irá entrar em curto. Também é importante que haja um par de fusíveis de 7A em cada saída AC de cada transformador isso evita que o transformador seja danificado quando a pequena ponde retificadora original(fraca) entra em curto.
Gostaria pedir se alguém puder contribuir com informações, como datas, números, dados pertinentes ou sugestões de mudanças para tornar esses relatos o mais próximos da realidade possível, antes que a lembrança se apague.
Entre em contato, toda informação será bem vinda.



























